Custo de procedimento cirúrgico hospitalar · Cirurgia plástica
Mamoplastia redutora
Custo do procedimento sob a perspectiva do hospital: quanto custa realizar a mamoplastia redutora bilateral, qual preço cobre esse custo com a margem desejada e quanto ele gera hoje em conta aberta.
Código do produtoEVX-CPH-MAMOPLASTIA-REDUTORA
Versão1.0
Data-baseOut/2026
Próxima atualizaçãoAbr/2027
Leitura econômica do procedimento
Resumo do produto
Elemento
Referência do produto
O que é o produto
Custo de procedimento cirúrgico hospitalar (CPH): custo do procedimento, estrutura hospitalar e resultado econômico do hospital
Base técnica
Base técnica Evodux de mamoplastia redutora · versão 1.4 · data-base out/2026
Procedimento
Mamoplastia redutora bilateral em caráter eletivo, com técnica de pedículo e cicatriz em T invertido ou vertical, sem dreno
Códigos TUSS
TUSS 30602122 (correção da hipertrofia mamária, código unilateral); faturamento bilateral conforme regra contratual e tabela vigentes. Cobertura pelo Rol da ANS a confirmar (Parecer Técnico ANS nº 19/2024)
Especialidade
Cirurgia plástica
Escopo hospitalar
Componente hospitalar do episódio; caso índice sem OPME
Honorários médicos
Não incluídos no custo hospitalar (cirurgião plástico, auxiliares e anestesiologista)
Componente hospitalar do episódio. Honorários do cirurgião plástico, dos auxiliares e do anestesiologista não integram o custo hospitalar. Exames e consultas antes da internação, exame anatomopatológico das peças ressecadas, sutiã ou malha de compressão, curativos e retornos após a alta ficam fora deste custo. O exame anatomopatológico é recomendado pela diretriz [C1]; o frasco e o envio da peça não estão entre os 56 itens, e o hospital define se estão na taxa ou se são cobrados à parte. Código TUSS: 30602122 (unilateral); faturamento bilateral conforme regra contratual e tabela vigentes.
Como utilizar este produto
Um roteiro em seis etapas, do protocolo ao resultado econômico do hospital.
01Confirmar o caso índice
Verifique se as pacientes do hospital correspondem à mamoplastia redutora bilateral eletiva, sem dreno, sem OPME, com alta em até 24 horas, que serve de referência ao custo.
02Revisar protocolo e custo
Leia os protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento, informe o custo de aquisição do hospital e os códigos TUSS dos itens.
03Custear a estrutura
Informe sala cirúrgica, acomodação e custos operacionais no modo simplificado ou no custeio detalhado por centro de custo.
04Precificar o procedimento
Defina tributos e margem e obtenha o preço de equilíbrio e o preço do procedimento, comparados à referência Evodux e aos benchmarks.
05Medir a operação atual
Envie as contas reais do procedimento para cruzar a utilização com o protocolo e medir faturamento, receita líquida, custo e resultado.
06Avaliar propostas e acompanhar
Compare uma proposta da operadora ou um pacote particular com o seu custo, teste cenários e, após implantar, acompanhe previsto e realizado.
Quatro grandezas que o produto nunca mistura
Faturamento é o que o hospital cobra. Receita líquida é o que efetivamente recebe depois de glosas e ajustes. Custo é o valor dos recursos consumidos para realizar o procedimento. Resultado é a receita líquida menos tributos, encargos incidentes e custo. A conta hospitalar não é custo e o preço negociado não é custo.
Origem de cada informação
Dado EvoduxDado do hospitalConta importadaCalculadoBenchmark
Todo indicador com o botão i abre a rastreabilidade completa: dado de origem, fonte, premissa e fórmula. Valores sem base aparecem como não informado e nunca como zero.
Caso índice clínico
Premissas que orientam o protocolo-base e a precificação.
TUSS30602122 (unilateral)
AnestesiaGeral balanceada
TécnicaRedutora bilateral · pedículo · sem dreno
Permanência1 diária · sem UTI
Premissa
Caso índice Evodux
Paciente de referência
Mulher adulta, 40 anos utilizados exclusivamente como referência de modelagem; ASA I ou II; não tabagista
Peso / altura / IMC
70 kg / 1,62 m / 26,7 kg/m²
Condição clínica
Hipertrofia mamária bilateral com indicação de mamoplastia redutora; procedimento eletivo; paciente clinicamente estável; volume de ressecção moderado, sem gigantomastia (premissa de modelagem; moderado é rótulo de segmentação do custeio, sem corte de peso definido pela Evodux: o hospital define o critério operacional)
Comorbidades
Sem comorbidade relevante capaz de modificar materialmente a jornada-base; sem uso de anticoagulante
Procedimento
Mamoplastia redutora bilateral [C1]. Na coorte BRAVO, com definição ampla de complicações, o peso ressecado se associou ao risco, sobretudo de atraso de cicatrização; não é a taxa esperada deste caso índice [C7]
Códigos de referência
TUSS 30602122, correção da hipertrofia mamária, unilateral (CBHPM 3.06.02.12-2, porte 9B, 2 auxiliares, porte anestésico 5, conferidos na CBHPM 5ª edição e na edição 2014; porte nas edições posteriores a confirmar). Código unilateral; faturamento bilateral conforme regra contratual e tabela vigentes. Cobertura pelo Rol da ANS a confirmar: o Parecer Técnico ANS nº 19/2024 (30/08/2024) informa que a mamoplastia para correção da hipertrofia mamária não constava do Rol naquela data; a situação vigente depende do Rol atual, do contrato e da indicação. Código TUSS, código interno e cobertura são informações distintas.
Técnica anestésica
Anestesia geral balanceada com intubação orotraqueal, indução venosa e manutenção com sevoflurano. Técnica de referência adotada como premissa de modelagem; a diretriz ERAS de reconstrução mamária recomenda anestesia venosa total (item 10) [P1], divergência a decidir pelo responsável técnico
Técnica do procedimento
Marcação prévia com a paciente em pé; infiltração das linhas de incisão com anestésico local e epinefrina [C1]; desepitelização do pedículo superomedial ou inferior [C1]; ressecção de parênquima e pele com peças pesadas, identificadas por lado e enviadas para exame anatomopatológico [C1]; hemostasia; conferência da simetria na posição sentada; síntese em planos, sem dreno [C1][C2][C3]. Marcação, padrão de cicatriz, composição da solução de infiltração e número de fios são premissas de modelagem, sem fonte específica no produto. A decisão de técnica permanece do cirurgião.
Profilaxia antibiótica
Cefazolina 2 g por via venosa em dose única, até 60 minutos antes da incisão [A4][P1]. Dose de 2 g e redose em 4 horas conferidas na Tabela 1 de [A4]; a ASPS recomenda não prescrever antibiótico oral pós-operatório de rotina quando seguida a profilaxia [C1]. Estudo prospectivo não mostrou diferença na infecção com cefalosporina [C4], metanálise em rede sugere vantagem de esquema prolongado [C5] e ensaio randomizado brasileiro de 2025 não mostrou redução significativa de infecção ou deiscência ao estender por 24 h [C9]. Os resultados devem ser interpretados conforme desenho e população; a possível vantagem de esquema prolongado sugerida por [C5] diverge da duração da configuração-base. A decisão institucional cabe ao responsável técnico e ao controle de infecção. A redose depende do intervalo desde a dose pré-operatória e de perda sanguínea relevante [A4]; a composição-base custeia uma administração, e eventual redose deve ser registrada e custeada, sem reclassificar o episódio
Prevenção de tromboembolismo
Risco individual estratificado pelo escore de Caprini 2005 [P2][P4]. Com os dados conhecidos do caso índice, o escore soma ao menos 3 pontos (IMC acima de 25: 1 ponto; cirurgia acima de 45 minutos: 2 pontos); a idade de 40 anos não pontua, e antecedentes trombóticos, história familiar e uso hormonal não estão definidos. ASA I ou II não substitui o Caprini. No caso índice: meia antiembolia e deambulação precoce, sem anticoagulante programado [P1]. Para pacientes internados sob anestesia geral com intubação, a ASPS 2023 indica compressão sequencial, com ressalva de extrapolação para cirurgia estética [P4]: a compressão pneumática intermitente (perneiras e equipamento) é recurso condicional não custeado e meia não equivale a ela. A implantação requer avaliação individual e definição institucional do dispositivo, da infraestrutura e do custo. Anticoagulante continua condicional à estratificação individual e não está precificado
OPME
Nenhuma no caso índice
UTI
Não programada; zero diária de UTI no caso índice
Permanência prevista
1 diária em apartamento standard (ou enfermaria), com alta em até 24 horas da admissão
Natureza das premissas
Idade, peso, altura, ASA, tabagismo, volume de ressecção, 4 h de sala, 2 h de RPA e 1 diária são premissas de segmentação e custeio, não resultados dos artigos. As quantidades da composição referem-se ao caso bilateral completo e representam conteúdo disponível, não dose administrada: por exemplo, a lidocaína disponível soma 400 mg sem vasoconstritor e 800 mg com epinefrina, e a dose cumulativa efetiva, a diluição e o volume infiltrado dependem de validação anestésica e farmacêutica. Tramadol de resgate e a ondansetrona do pós-procedimento entram integralmente no custo-base como cenário de disponibilidade, não como incidência de 100%. Há ondansetrona disponível na composição econômica. Isso não equivale à parametrização do resgate após profilaxia prévia com a mesma classe. A escolha do resgate, conforme profilaxia, intervalo e protocolo institucional, e seu eventual custo adicional devem ser definidos pelo hospital.
Apresentações a confirmar
Gaze por unidade ou por envelope; compressa da CME por aquisição ou por uso processado (evitar dupla cobrança com a CME); fita por rolo ou por metro; sevoflurano por mL (60 mL em 4 h é média econômica, não dose inalada); compatibilidade de sensores e conectores; comprimento e agulha dos fios. Confirmação da farmácia e da CME, sem alterar os preços da base Evodux.
Regra do caso índice
O caso índice norteia o dimensionamento técnico e econômico. Tipo de pedículo, padrão de cicatriz, ausência de dreno e número de fios são premissas de modelagem, não indicação clínica. Ajustes por anatomia, volume de ressecção, risco tromboembólico e protocolo institucional seguem responsabilidade assistencial.
Jornada e permanência do caso índice
Etapa
Caso índice Evodux
Admissão
No dia da cirurgia, em jejum conforme o protocolo anestésico, com exames, avaliação pré-anestésica e marcação cirúrgica prévios fora deste custo
Sala cirúrgica
Até 4 horas, da entrada na sala à saída: indução anestésica, posicionamento, antissepsia, mamoplastia redutora bilateral e curativo
Recuperação (RPA)
Até 2 horas após a cirurgia, com monitorização até os critérios de alta da recuperação
Unidade de internação
Apartamento standard ou enfermaria: analgesia multimodal, profilaxia de náusea, hidratação até a aceitação da dieta, deambulação precoce, meia antiembolia e vigilância de hematoma
UTI
Não programada. Transferência somente por intercorrência (hematoma com instabilidade, sangramento, evento cardiorrespiratório), tratada como evento fora do caso índice
Alta
Premissa de custeio: alta em até 24 horas da admissão. A decisão de alta é do médico assistente; critérios clínicos de referência: dor controlada por analgesia oral, sem sinais de hematoma ou sangramento ativo, aceitando dieta, deambulando e com diurese espontânea, com orientações e retorno ambulatorial (critérios sem fonte específica no produto, a validar pelo responsável técnico). Tempo de sala, recuperação e diária são premissas econômicas, não critérios de alta.
Total do episódio
1 diária de acomodação · 0 diária de UTI · 4 horas de sala · 2 horas de recuperação
Por que sem dreno e sem UTI
A diretriz da ASPS recomenda não usar dreno de rotina na mamoplastia redutora [C1], com apoio de ensaio randomizado [C2] e de revisão Cochrane [C3]. Em coorte pareada, a observação de 23 h não mostrou redução de retorno ou readmissão frente à alta no mesmo dia [P3]; é achado observacional, não critério de alta. Curta permanência, 1 diária de acomodação e ausência de UTI programada são premissas de modelagem do caso índice. UTI planejada, drenos, associação com outro procedimento ou permanência prevista maior caracterizam outra jornada e exigem reclassificação.
Como o caso índice deve ser usado
O caso índice é a referência do custo deste produto: mamoplastia redutora bilateral eletiva, em paciente saudável, sem dreno, sem OPME, sem UTI programada e com permanência de até uma diária. Antes de comparar o custo de um episódio real com a referência, confirme se ele é comparável a esse caso.
Gigantomastia com ressecção volumosa ou enxerto livre do complexo areolopapilar, mamoplastia unilateral para simetrização, mamoplastia após grande perda de peso, redução com inclusão de implantes, associação com abdominoplastia, lipoaspiração ou outro procedimento, uso de dreno, UTI programada ou permanência prevista acima de uma diária descrevem outro procedimento ou outra jornada. Nesses casos, o custo deste produto não se aplica diretamente e a diferença não deve ser lida como desvio de protocolo.
Regra de uso
Usar o custo e o preço deste produto somente para episódios que correspondam ao caso índice. Episódios de outra natureza exigem o custo do procedimento correspondente.
Protocolo anestésico
Anestesia geral do caso índice: o que será feito, como será realizado e quais recursos sustentam o procedimento.
AnestesiaGeral balanceada · intubação orotraqueal
O que será feito
Como será feito
O que será utilizado
Avaliação e preparação
Confirmar o enquadramento no caso índice, o jejum, o plano anestésico e puncionar acesso venoso periférico.
Avaliação antes da anestesia, cateter venoso 20G e equipo. Jejum conforme a diretriz da ASA, com líquidos claros até 2 horas antes [A2][P1].
Monitorização
Monitorar oxigenação, ventilação com capnografia, circulação e temperatura durante toda a anestesia.
Cardioscopia, oximetria de pulso, pressão não invasiva, capnografia e temperatura [A1]; prevenção de hipotermia com aquecimento ativo [P1]. Linha de amostragem da capnografia, sensor de temperatura e manta de aquecimento não estão na composição de itens: presumidos na estrutura da sala, a confirmar pelo hospital.
Ansiólise
Administrar benzodiazepínico em dose baixa antes da indução, quando indicado.
Midazolam.
Indução e intubação
Induzir por via venosa com opioide, hipnótico e bloqueador neuromuscular e intubar a traqueia.
Fentanila, propofol, lidocaína, rocurônio, tubo endotraqueal 7,0 com balonete e cânula de Guedel.
Manutenção
Manter anestesia inalatória em baixo fluxo, com complemento de opioide e de bloqueador neuromuscular conforme a resposta.
Sevoflurano, segundo frasco de rocurônio e filtro trocador de calor e umidade.
Profilaxia antibiótica
Administrar cefazolina 2 g por via venosa em até 60 minutos antes da incisão.
Cefazolina 1 g, 2 frascos [A4][P1]. A necessidade de redose depende do intervalo desde a administração pré-operatória e das condições intraoperatórias, como perda sanguínea relevante, conforme protocolo institucional [A4]. A composição econômica-base contempla uma administração; eventual redose deve ser registrada e custeada, sem reclassificação automática do episódio.
Profilaxia de náusea e vômito
Associar antieméticos de classes diferentes (profilaxia multimodal) conforme o risco da paciente.
Dexametasona e ondansetrona. Profilaxia medicamentosa de náusea e vômito [P1]; a escolha das classes se fundamenta em [A3][A5], conforme protocolo institucional.
Configuração de referência
Técnica de referência do protocolo: anestesia geral balanceada com intubação orotraqueal. Anestesia venosa total, recomendada pela diretriz ERAS de reconstrução mamária [P1], bloqueios da parede torácica, ácido tranexâmico e máscara laríngea não fazem parte da configuração precificada.
Suporte durante e ao fim da anestesia
O que será feito
Como será feito
O que será utilizado
Analgesia intraoperatória
Iniciar a analgesia multimodal antes do despertar.
Dipirona, como componente da analgesia multimodal [P1]. A fonte cita paracetamol e anti-inflamatório; a dipirona é escolha da prática brasileira, sem fonte específica no produto.
Hidratação
Manter reposição volêmica com cristaloide balanceado durante a cirurgia.
Ringer com lactato, 4 bolsas de 500 mL. Cristaloide balanceado com apoio indireto no item 12 da diretriz ERAS de cirurgia mamária [P1]; o volume de 2 L é premissa de modelagem.
Reversão do bloqueio neuromuscular
Utilizar monitorização quantitativa para avaliar a recuperação neuromuscular e confirmar TOF ≥ 0,9 antes da extubação, conforme protocolo anestésico institucional [A6]. A estratégia de reversão depende da profundidade do bloqueio [A6]. Identificar equipamento/sensor e sua inclusão na taxa ou no custo adicional.
Neostigmina associada à atropina (premissa de custeio). Estar acordada não comprova recuperação neuromuscular. A diretriz recomenda sugamadex nos bloqueios profundo a superficial e aceita neostigmina no bloqueio mínimo [A6]: diverge da configuração-base; decisão do responsável técnico. Equipamento e sensor de monitorização neuromuscular não estão discriminados nos 56 itens: o hospital define se estão na taxa de sala ou se são adicionais, e o plano alternativo de reversão.
Extubação e transferência
Avaliar quantitativamente a recuperação neuromuscular e confirmar razão TOF de pelo menos 0,9 antes da extubação, conforme protocolo anestésico [A6]; extubar com a paciente acordada e transferir para a recuperação. O hospital identifica o equipamento e o sensor na taxa ou no custo adicional e o plano de reversão.
Aspiração de vias aéreas, seringas e agulhas de preparo.
Regra de modelagem
As quantidades de medicamentos e materiais utilizadas na precificação representam premissas econômicas do caso índice e não constituem prescrição individual.
Precificação do protocolo anestésico
Itens e custos do protocolo anestésico, com a referência Evodux e o custo do hospital.
Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.
Medicamentos de indução e manutenção
Fonte econômica
Base Evodux; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Profilaxias, analgesia, reversão e hidratação
Materiais de via aérea e monitorização
Materiais de preparo e administraçãoAbertura item a item
Subtotal protocolo anestésico
Fonte econômica
Seringas e agulhas estão abertas por apresentação e quantidade. O sevoflurano está expresso em mililitros consumidos em baixo fluxo. Honorários do anestesiologista não integram o subtotal.
Referências bibliográficas do protocolo anestésico
Literatura técnico-científica utilizada e sua aplicação específica no protocolo.
A1
American Society of Anesthesiologists, Committee on Practice Parameters. Standards for Basic Anesthetic Monitoring. Aprovada em 21/10/1986; última emenda em 15/10/2025. Norma de sociedade, sem PMID.
Aplicação: Tipo: norma de sociedade (última emenda em 15/10/2025, conferida). Exige a presença de profissional de anestesia durante todo o ato e a avaliação de oxigenação, ventilação, circulação e temperatura, cada domínio com método e periodicidade próprios (por exemplo, pressão arterial e frequência cardíaca ao menos a cada 5 minutos; temperatura quando houver alteração clinicamente significativa pretendida, prevista ou suspeita). Monitorização mais intensa adotada pelo hospital é escolha institucional. Não define materiais nem quantidades. www.asahq.org/standards-and-practice-parameters/standards-for-basic-anesthetic-monitoring
A2
Joshi GP, Abdelmalak BB, Weigel WA, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting: Carbohydrate-containing Clear Liquids with or without Protein, Chewing Gum, and Pediatric Fasting Duration. A Modular Update of the 2017 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting. Anesthesiology. 2023;138(2):132-151. doi:10.1097/ALN.0000000000004381. PMID: 36629465.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASA), atualização modular. Sustenta líquidos claros com carboidrato até 2 horas antes de procedimento eletivo em adultos saudáveis; mantém as demais recomendações de 2017. Não traz o intervalo para sólidos. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36629465/
A3
Gan TJ, Belani KG, Bergese S, et al. Fourth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting. Anesth Analg. 2020;131(2):411-448. doi:10.1213/ANE.0000000000004833. PMID: 32467512. Errata: Anesth Analg. 2020;131(5):e241 (PMID: 33094991).
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas (quarta edição). Guidelines 3 e 5: duas intervenções para adultos sob risco; após falha da profilaxia, resgate com classe diferente, com exceção temporal condicionada após 6 h. Errata publicada (Anesth Analg. 2020;131(5):e241), de conteúdo não acessado. Atualizado pelo quinto consenso [A5]. Não define a droga de resgate do hospital. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32467512/
A4
Bratzler DW, Dellinger EP, Olsen KM, et al. Clinical practice guidelines for antimicrobial prophylaxis in surgery. Am J Health Syst Pharm. 2013;70(3):195-283. doi:10.2146/ajhp120568. PMID: 23327981.
Aplicação: Tipo: diretriz conjunta (ASHP, IDSA, SIS e SHEA). Tabela 1: cefazolina 2 g no adulto (3 g a partir de 120 kg) e redose em 4 horas, contadas desde a dose pré-operatória, e redose também em perda sanguínea excessiva. Tabela 2: dose única geralmente suficiente; em cirurgia plástica limpa com fatores de risco, cefazolina. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23327981/
A5
Gan TJ, Jin Z, et al. Fifth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting: Executive Summary. Anesth Analg. 2026;143(3):497-513. Publicado online em 14/11/2025. doi:10.1213/ANE.0000000000007816. PMID: 41237407.
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas (quinta edição), atualização de [A3]. Conferido no relatório suplementar público do editor (Appendix 1: Full Report, versão pública de 74 páginas): seção Combination therapy (p. 29) e Guideline 4 (p. 33). Profilaxia multimodal em adultos; resgate com agente ou classe diferente da profilaxia prévia; repetir a mesma classe não traz benefício, com exceção temporal condicionada após 6 h quando não houver alternativa. Não define droga, dose nem quantidade do caso índice. doi.org/10.1213/ANE.0000000000007816 · Relatório suplementar do editor (PDF público de 74 páginas): Combination therapy, p. 29; Guideline 4, p. 33
A6
Thilen SR, Weigel WA, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Monitoring and Antagonism of Neuromuscular Blockade: A Report by the ASA Task Force on Neuromuscular Blockade. Anesthesiology. 2023;138(1):13-41. doi:10.1097/ALN.0000000000004379.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASA). Recomendações conferidas no texto original (Recomendações: página impressa 14, página 2 do arquivo PDF de 29 páginas, conforme a versão vinculada) e no resumo dos autores publicado no APSF Newsletter (junho de 2023; recomendações 2, 3, 6 e 7; é um resumo e não substitui o original): monitorização quantitativa em vez de avaliação qualitativa; razão TOF de pelo menos 0,9 antes da extubação; antagonismo conforme a profundidade do bloqueio, com sugamadex nos bloqueios profundo, moderado e superficial e neostigmina como alternativa no bloqueio mínimo. Diretriz não substitui a política institucional. Diverge da reversão com neostigmina da configuração-base: decisão do responsável técnico, sem alteração automática da composição farmacológica. doi.org/10.1097/ALN.0000000000004379 · Texto original da diretriz (PDF de 29 páginas): Recomendações na página impressa 14, página 2 do arquivo · Resumo dos autores no APSF Newsletter, junho de 2023 (resumo, não substitui o original): recomendações 2, 3, 6 e 7
Configuração anestésica e aderência bibliográfica
Delimitação entre as recomendações consultadas e a configuração efetivamente precificada.
Configuração precificada
Versão-base: anestesia geral balanceada com fentanila, propofol, rocurônio e sevoflurano, cefazolina 2 g (uma administração na composição-base; redose conforme intervalo e perda sanguínea), profilaxia de náusea com dexametasona e ondansetrona, dipirona intraoperatória e reversão com neostigmina e atropina. A escolha definitiva segue avaliação individual e protocolo institucional.
Aderência bibliográfica / componentes não incluídos
A diretriz ERAS de reconstrução mamária recomenda anestesia venosa total (item 10) [P1]; a versão-base mantém sevoflurano como premissa de modelagem, a decidir pelo responsável técnico. O ácido tranexâmico não faz parte do caso índice: o ensaio randomizado disponível usou a via tópica em pacientes com dreno [C8]. Bloqueios da parede torácica, sugamadex e outros esquemas de profilaxia de náusea não estão precificados. Somente os componentes explicitamente apresentados nas tabelas estão precificados nesta versão-base.
Regra para customização
Inclusão de recurso anestésico adicional, como bloqueio regional guiado por ultrassom, ácido tranexâmico ou sugamadex, exige definição prévia de técnica, medicamentos, materiais, quantidades e custos antes da implantação, no protocolo institucional.
Protocolo do procedimento
Mamoplastia redutora bilateral do caso índice descrita pelo que será feito, como e com quais recursos.
TécnicaRedutora bilateral · pedículo superomedial ou inferior · sem dreno
Preparo, antissepsia e infiltração
O que será feito
Como será feito
O que será utilizado
Posicionamento
Posicionar a paciente em decúbito dorsal com os membros superiores abduzidos e fixados, permitindo a posição sentada durante a cirurgia.
Placa dispersiva do bisturi elétrico e meia antiembolia já calçada [P1].
Antissepsia
Degermar e aplicar antisséptico alcoólico no tórax, nas mamas e nas axilas.
Clorexidina degermante 2% e clorexidina alcoólica 0,5% [C6][P1]. O ensaio de referência foi feito em cirurgia potencialmente contaminada, com aplicação indireta à cirurgia limpa, e usou clorexidina 2% em álcool isopropílico 70%, que não equivale ao par clorexidina degermante 2% e alcoólica 0,5% do caso índice: kit a justificar pelo controle de infecção.
Campos e paramentação
Montar o campo estéril e paramentar a equipe.
Campos cirúrgicos estéreis, aventais e luvas.
Infiltração
Infiltrar as linhas de incisão e o pedículo com solução de lidocaína com epinefrina para hemostasia.
Lidocaína 2% com epinefrina 1:200.000 diluída em soro fisiológico, seringas de 20 mL e agulhas. Infiltração com anestésico local e epinefrina [C1]; composição e volume da solução são premissa de modelagem, sem fonte específica no produto.
Ressecção e remodelamento
O que será feito
Como será feito
O que será utilizado
Incisão e desepitelização
Incisar conforme a marcação e desepitelizar o pedículo superomedial ou inferior que vai nutrir o complexo areolopapilar [C1].
Lâmina nº 15, caneta de eletrocautério, compressas, gaze e aspiração.
Ressecção do parênquima e da pele
Ressecar o tecido mamário e o excesso de pele, com hemostasia rigorosa; pesar e identificar as peças por lado.
Instrumental cirúrgico, eletrocautério e compressas. As peças vão para exame anatomopatológico [C1]; o exame é feito e cobrado pelo laboratório de anatomia patológica e não integra este custo hospitalar. O frasco coletor com formol é presumido no material de rotina do centro cirúrgico, a confirmar pelo hospital.
Remodelamento e simetria
Transpor o complexo areolopapilar, aproximar os pilares e conferir a simetria na posição sentada.
Instrumental cirúrgico e fio absorvível trançado.
Síntese e curativo
O que será feito
Como será feito
O que será utilizado
Síntese em planos
Aproximar o parênquima com fio absorvível trançado e fechar a derme e a pele com fios monofilamentares, sem dreno [C1][C2][C3].
Fio absorvível trançado 2-0, poliglecaprona 3-0 e 4-0 e náilon 4-0.
Curativo e transferência
Aplicar curativo oclusivo e transferir a paciente para a recuperação.
Gaze e fita adesiva microporosa.
Segurança e rastreabilidade das peças
Antes do fechamento, conferir a hemostasia e registrar no prontuário o peso das peças ressecadas de cada lado. A diferença de utilização em relação ao protocolo é dado econômico, não julgamento assistencial.
Precificação do protocolo do procedimento
Medicamentos e materiais diretamente consumidos, com a referência Evodux e o custo do hospital.
Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.
Medicamentos e soluções do procedimentoParte 1 de 3
Fonte econômica
Base Evodux; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Paramentação, campos e materiais cirúrgicosParte 2 de 3
Fios de sutura e curativoParte 3 de 3
Subtotal protocolo do procedimento
Fonte econômica
O caso índice não tem OPME. Estrutura da sala cirúrgica, instrumental reutilizável, equipe operacional e equipamentos fixos aparecem em custos operacionais. Honorários do cirurgião e dos auxiliares não integram o subtotal.
Precificação da OPME
O caso índice da mamoplastia redutora não utiliza OPME. Esta página registra a regra econômica para configurações que utilizem.
O caso índice não tem OPME. Com o protocolo institucional ativo, é possível incluir itens de OPME nesta etapa, com quantidade e custo do hospital.
OPME padrão do caso índice
Item
Un.
Qtd.
Unitário Evodux
Total
Nenhum item de OPME no caso índice
0
R$ 0,00
Subtotal OPME padrão
Dentro do custo padrão
Fios, campos, compressas e demais materiais já listados no protocolo do procedimento
Variação rotineira de marca dos materiais na mesma categoria técnica
Outra configuração: custear à parte
Drenos de sucção
Implantes mamários (redução com inclusão de implantes)
Matriz dérmica acelular ou tela de sustentação
Hemostáticos, selantes e adesivos teciduais
Fonte econômica
Base Evodux; data-base out/2026. Como o caso índice não tem OPME, o subtotal de OPME é zero. Configuração com OPME deve ser custeada separadamente.
Composição detalhada da OPME padrão
Componente
Qtd.
Especificação de referência
Linha de custo
Nenhum componente
0
A mamoplastia redutora do caso índice é realizada sem OPME e sem dreno
Sem linha de custo de OPME
Como interpretar a ausência de OPME
A configuração desta versão é a referência econômica do caso índice: mamoplastia redutora bilateral sem dreno e sem implantes. Por isso, o custo do procedimento é formado apenas por medicamentos e materiais dos três protocolos, sem linha de OPME.
Uso de dreno de sucção, inclusão de implantes, matriz dérmica, telas, hemostáticos ou selantes representa outra configuração e deve ser custeado à parte, no protocolo institucional ou no custo do procedimento correspondente.
Referências bibliográficas do protocolo do procedimento
Literatura técnico-científica utilizada no protocolo do procedimento.
C1
Perdikis G, Dillingham C, Boukovalas S, et al. American Society of Plastic Surgeons Evidence-Based Clinical Practice Guideline Revision: Reduction Mammaplasty. Plast Reconstr Surg. 2022;149(3):392e-409e. doi:10.1097/PRS.0000000000008860. PMID: 35006204.
Aplicação: Tipo: diretriz de sociedade (ASPS, GRADE), versão vigente que substitui a de 2011. Tabela 2 e recomendações 1 a 10 da diretriz: não usar dreno de rotina (moderada); enviar a peça para exame anatomopatológico (moderada); pedículo superomedial ou inferior aceitáveis (opção); infiltração de anestésico local (forte) e de solução com epinefrina (moderada); estratégias analgésicas não opioides; sem antibiótico oral pós-operatório de rotina quando seguida a profilaxia (fraca). Não trata de tromboembolismo, náusea, jejum, técnica anestésica nem tempo de internação. A página da ASPS lista a diretriz como reafirmada em 2026. Os estudos e suplementos citados pela diretriz não foram revistos individualmente. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35006204/
C2
Wrye SW, Banducci DR, Mackay D, Graham WP, Hall WW. Routine drainage is not required in reduction mammaplasty. Plast Reconstr Surg. 2003;111(1):113-117. doi:10.1097/01.PRS.0000037867.10862.80. PMID: 12496571.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado intrapaciente (dreno em uma mama, sem dreno na outra), 49 pacientes, pedículo inferior. Sem diferença significativa de complicações entre a mama com dreno e a mama sem dreno nessa população: ausência de aumento demonstrado, não garantia de segurança. Não testou o pedículo superomedial e não sustenta extrapolação para gigantomastia. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12496571/
C3
Khan SM, Smeulders MJC, van der Horst CMAM. Wound drainage after plastic and reconstructive surgery of the breast. Cochrane Database Syst Rev. 2015;(10):CD007258. doi:10.1002/14651858.CD007258.pub3. PMID: 26487173.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática Cochrane de ensaios randomizados. Evidência limitada sem benefício do dreno na mamoplastia redutora; internação pode ser mais curta sem dreno. A revisão não mediu custos: a economia do modelo não é economia medida pela revisão. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26487173/
C4
Ahmadi AH, Cohen BE, Shayani P. A prospective study of antibiotic efficacy in preventing infection in reduction mammaplasty. Plast Reconstr Surg. 2005;116(1):126-131. doi:10.1097/01.PRS.0000169719.10060.32. PMID: 15988258.
Aplicação: Tipo: estudo prospectivo comparativo em três braços com alocação sequencial (50 participantes), não randomizado. Cefalosporina profilática sem diferença na taxa de infecção; a dose única pré-operatória reduziu atraso de cicatrização. Não informa dose nem droga específica no resumo. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15988258/
C5
Seretis K, Bounas N, Papaspyrou F. Antibiotic Prophylaxis in Reduction Mammaplasty: A Network Meta-Analysis. Aesthetic Plast Surg. 2023;47(3):1009-1017. doi:10.1007/s00266-023-03313-2. PMID: 36928312.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise em rede. A profilaxia reduz infecção de sítio cirúrgico; sugere vantagem de esquema prolongado, o que diverge da dose única do caso índice e da recomendação da ASPS [C1]. Comparações indiretas da metanálise em rede têm limites; ver o ensaio randomizado de 2025 [C9]. Diverge da configuração-base: decisão do responsável técnico. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36928312/
C6
Darouiche RO, Wall MJ Jr, Itani KMF, et al. Chlorhexidine-alcohol versus povidone-iodine for surgical-site antisepsis. N Engl J Med. 2010;362(1):18-26. doi:10.1056/NEJMoa0810988. PMID: 20054046.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado multicêntrico em cirurgia potencialmente contaminada. Clorexidina alcoólica superior à iodopovidona na prevenção de infecção do sítio cirúrgico. Aplicação indireta à cirurgia limpa. Métodos (texto integral): clorexidina 2% em álcool isopropílico 70% versus iodopovidona aquosa 10%. Não equivale ao par clorexidina degermante 2% e clorexidina alcoólica 0,5% do caso índice; o kit do hospital deve ser justificado pelo controle de infecção. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20054046/
C7
Cunningham BL, Gear AJL, Kerrigan CL, Collins ED. Analysis of breast reduction complications derived from the BRAVO study. Plast Reconstr Surg. 2005;115(6):1597-1604. doi:10.1097/01.PRS.0000160695.33457.DB. PMID: 15861063.
Aplicação: Tipo: coorte prospectiva multicêntrica (179 pacientes, seguimento de 9 meses). Com definição ampla de complicações (43%, predominando atraso de cicatrização), o peso ressecado se associou ao risco na regressão desta coorte. Não é taxa esperada do caso índice nem probabilidade econômica. Não informa taxas de reoperação ou readmissão no resumo. Errata registrada: Plast Reconstr Surg. 2005;116(1):361; conteúdo não acessado. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15861063/
C8
Ausen K, Fossmark R, Spigset O, Pleym H. Randomized clinical trial of topical tranexamic acid after reduction mammoplasty. Br J Surg. 2015;102(11):1348-1353. doi:10.1002/bjs.9878. PMID: 26349843.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado duplo-cego intrapaciente. Ácido tranexâmico tópico reduziu o débito do dreno. Usou dreno e desfecho substituto: isoladamente não fundamenta inclusão rotineira neste cenário sem dreno, o que não equivale a proibição. Citado para registrar a exclusão. A exclusão do ácido tranexâmico é premissa econômica: não prova ineficácia nem contraindicação e não valida a via venosa. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26349843/
C9
Veiga DF, Garcia ES, et al. Single-Dose versus 24-Hour Antibiotic Prophylaxis in Reduction Mammaplasty: A Randomized Controlled Trial. Plast Reconstr Surg. 2025;156(6):835-842. doi:10.1097/PRS.0000000000012263. PMID: 40857697.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado de não inferioridade com cefazolina, 146 pacientes (73 por grupo); resumo conferido. Infecção de sítio cirúrgico em 4 pacientes de cada grupo; estender a profilaxia por 24 h não reduziu significativamente infecção nem deiscência. Trata da duração da profilaxia, não da dose de 2 g do caso índice; ausência de diferença significativa não prova equivalência em todos os cenários. Atualiza a discussão de [C4] e [C5] para decisão de uso de antimicrobianos com o controle de infecção. Revisão sistemática de 2026 (Mokhtar et al., Aesthet Surg J, doi:10.1093/asj/sjag067) localizada e não adotada como fonte primária. doi.org/10.1097/PRS.0000000000012263
Leitura das referências
As fontes sustentam premissas técnicas usadas na modelagem econômica. Alternativas válidas não tornam a configuração-base obrigatória.
Protocolo pós-procedimento
O que será feito, como será conduzido e quais recursos compõem a internação índice.
O que será feito
Como será feito
O que será utilizado
Recuperação após a cirurgia (RPA)
Manter monitorização até os critérios institucionais de alta da recuperação e transferir para a unidade de internação.
Monitorização, oxigênio quando necessário e analgesia, conforme rotina da recuperação pós-anestésica do hospital.
Analgesia multimodal
Manter analgésico e anti-inflamatório em horário fixo e opioide apenas como resgate.
Dipirona, cetoprofeno e tramadol. Analgesia multimodal poupadora de opioide [P1][C1]; dipirona sem fonte específica no produto; tramadol só como resgate.
Náusea e vômito
Tratar náusea, quando presente, com antiemético de resgate definido pelo protocolo institucional, preferindo classe diferente da usada na profilaxia [A3][A5].
Após falha da profilaxia, o consenso orienta agente de classe diferente; repetir a mesma classe não traz benefício, com exceção temporal condicionada após 6 h quando não houver alternativa [A5]. Há ondansetrona disponível na composição econômica. Isso não equivale à parametrização do resgate após profilaxia prévia com a mesma classe. A escolha do resgate, conforme profilaxia, intervalo e protocolo institucional, e seu eventual custo adicional devem ser definidos pelo hospital.
Hidratação
Manter hidratação venosa até a aceitação da dieta.
Soro fisiológico 0,9% e equipo.
Janela do caso índice
Recuperação de até 2 horas após a cirurgia e internação prevista de até 1 diária. Permanência diferente altera o custo de internação e pode ser simulada em Cenários.
Internação, alta e continuidade assistencial
O que será feito
Como será feito
O que será utilizado
Prevenção de tromboembolismo
Manter meia antiembolia e estimular deambulação precoce; anticoagulante somente se a estratificação individual de risco indicar.
Meia antiembolia 7/8 (18 mmHg), o item precificado [P2][P1]. Para pacientes internados sob anestesia geral com intubação, a ASPS 2023 indica compressão sequencial [P4]; meia não equivale a compressão pneumática, que é recurso condicional não custeado.
Vigilância de hematoma
Inspecionar as mamas, o curativo e a dor em intervalos regulares.
Avaliação de enfermagem e do cirurgião.
Dieta e deambulação
Liberar dieta e deambulação assim que a paciente estiver acordada e sem náusea.
Dieta hospitalar, incluída na diária da acomodação. Alimentação precoce e mobilização em até 24 horas [P1].
Avaliação de alta
Verificar dor, sangramento, sinais de hematoma, aceitação da dieta, deambulação e diurese, e entregar as orientações de alta.
Avaliação e orientações de alta. Critérios clínicos sem fonte específica no produto, a validar pelo responsável técnico. Em coorte pareada, a observação de 23 h não mostrou redução de retorno ou readmissão frente à alta no mesmo dia [P3]; a fonte não define critérios de alta nem justifica diária obrigatória.
Continuidade após a alta
Orientar o uso do sutiã de sustentação, os cuidados com a ferida, o resultado do exame anatomopatológico e o retorno ambulatorial, fora deste custo hospitalar.
Plano de alta e seguimento.
Limite financeiro
Medicamentos após a alta, sutiã ou malha de compressão, curativos domiciliares, exame anatomopatológico das peças, consultas e retornos ambulatoriais não integram este custo hospitalar.
Precificação do protocolo pós-procedimento
Recursos diretamente consumidos, com a referência Evodux e o custo do hospital.
Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.
Medicamentos da internaçãoParte 1 de 2
Fonte econômica
Base Evodux; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Materiais da internaçãoParte 2 de 2
Subtotal protocolo pós-procedimento
Fonte econômica
Recuperação e acomodação são apresentadas separadamente como componentes de custo hospitalar. A dieta prescrita está incluída na diária da acomodação.
Referências bibliográficas do protocolo pós-procedimento
Literatura técnico-científica utilizada no protocolo pós-procedimento.
P1
Temple-Oberle C, Shea-Budgell MA, Tan M, et al. Consensus Review of Optimal Perioperative Care in Breast Reconstruction: Enhanced Recovery after Surgery (ERAS) Society Recommendations. Plast Reconstr Surg. 2017;139(5):1056e-1071e. doi:10.1097/PRS.0000000000003242. PMID: 28445352.
Aplicação: Tipo: consenso da ERAS Society. Aplicação indireta (reconstrução mamária). Tabela 1 conferida: jejum com líquidos claros até 2 h (item 4); avaliação de risco de tromboembolismo com métodos mecânicos (item 6, sem nomear o dispositivo); clorexidina e antibiótico intravenoso até 1 h antes da incisão (item 7); profilaxia medicamentosa de náusea e vômito (item 8); analgesia multimodal poupadora de opioide (itens 9 e 13); anestesia venosa total (item 10), que diverge do sevoflurano do caso índice; prevenção de hipotermia (item 11); fluidoterapia com cristaloide balanceado (item 12, apoio indireto ao tipo de solução; o volume é premissa); alimentação em 24 h (item 14); mobilização em 24 h (item 17). Não define critérios de alta. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28445352/
P2
Murphy RX Jr, Alderman A, Gutowski K, et al. Evidence-based practices for thromboembolism prevention: summary of the ASPS Venous Thromboembolism Task Force Report. Plast Reconstr Surg. 2012;130(1):168e-175e. doi:10.1097/PRS.0b013e318254b4ee. PMID: 22743901.
Aplicação: Tipo: relatório de força-tarefa de sociedade (ASPS). Sustenta a estratificação individual do risco pelo escore de Caprini e a profilaxia química conforme o escore. Não cita a mamoplastia redutora e não recomenda especificamente meia ou compressão pneumática intraoperatória. Relatório original da força-tarefa (julho de 2011), Figura 1 (modelo de Caprini 2005) e Tabela 3: www.plasticsurgery.org/documents/medical-professionals/health-policy/asps_vte_report.pdf; o resumo publicado em 2012 não foi lido em texto integral. Atualizado para pacientes internados por [P4]. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22743901/
P3
Calotta NA, Merola D, Slezak SS, Coon D. Outpatient Reduction Mammaplasty Offers Significantly Lower Costs with Comparable Outcomes: A Propensity Score-Matched Analysis of 18,780 Cases. Plast Reconstr Surg. 2020;145(3):499e-506e. doi:10.1097/PRS.0000000000006545. PMID: 32097298.
Aplicação: Tipo: coorte retrospectiva com pareamento por escore de propensão. Observação de 23 h sem redução de retorno ao pronto-socorro ou readmissão frente à alta no mesmo dia: achado observacional, sem redução detectada de retorno ou readmissão em 14 dias. Não é ensaio de critério de alta nem de ausência de UTI e não justifica diária obrigatória. Não define critérios de alta; custos dos EUA não se transferem. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32097298/
P4
American Society of Plastic Surgeons. Preventing Venous Thromboembolism in Hospitalized Plastic Surgery Patients. Referência de prática emitida em 15/12/2023.
Aplicação: Tipo: referência de prática de sociedade (a própria fonte declara não ser padrão de cuidado); texto integral conferido. Página 1: avaliação individual de risco, como o Caprini 2005, em todos os procedimentos com internação, e dispositivos de compressão sequencial em todos os pacientes sob anestesia geral com intubação. Ressalva da fonte: faltam dados equivalentes para cirurgia estética e ambulatorial de menor risco, e as orientações devem ser aplicadas com cautela. O caso índice prevê internação e intubação e precifica apenas a meia: compressão pneumática intermitente fica como recurso condicional não custeado, a decidir pelo hospital. Não implica prescrever anticoagulante. www.plasticsurgery.org/documents/Health-Policy/Resources/2023-vte-prevention-hospitalized-patients.pdf
Custo do procedimento
Consolidação dos três protocolos precificados, na referência Evodux e no custo do hospital. O caso índice não tem OPME.
Custo do procedimento
O que este valor representa
O custo do procedimento reúne os recursos assistenciais diretamente consumidos no caso índice. Sala cirúrgica, RPA, acomodação, impostos e margem não estão incluídos nesta etapa.
Custos operacionais hospitalares
A estrutura que o hospital mantém para realizar o procedimento: sala, recuperação, leito, esterilização, equipamentos, logística e administração. Cada hospital tem o seu custo.
Referência Evodux
Cada hospital tem o seu custo
Os custos operacionais variam entre hospitais conforme estrutura, porte, produtividade, contratos e tributação. Os valores acima são referência Evodux: cada hospital deve substituir o custo-hora da sala cirúrgica e o percentual de rateio pelos seus custos efetivamente apurados.
Como o custo operacional é calculado
Sala cirúrgica: tempo de sala do caso índice (4 h) multiplicado pelo custo-hora de referência (R$ 249,50/h na referência atual), incluindo sala física, aparelho de anestesia, mesa e foco cirúrgicos, bisturi elétrico, utilidades, higienização, gases, apoio predial e depreciação-base. Rateio operacional: 5% sobre o custo total do episódio (custo do procedimento + sala cirúrgica + acomodação), representando de forma simplificada os demais custos operacionais do hospital, sem abertura item a item. Cada custo aparece uma vez; recursos já absorvidos não são recobrados como extra.
Custeio do hospital
Tempos e permanência do caso índice
Direcionadores que convertem a estrutura em custo do episódio. Em branco, vale a referência do protocolo Evodux.
Entra no custo só no custeio detalhado (com custo-hora de RPA); no simplificado, a RPA está no rateio e o tempo aparece só na jornada e nos gatilhos
Modo simplificado
Referência simplificada Evodux. Pode ser substituída pelo custeio próprio da instituição.
Inclui sala física, aparelho de anestesia, mesa e foco cirúrgicos, bisturi elétrico, utilidades, higienização, gases, apoio predial e depreciação-base
Leito, enfermagem de rotina, hotelaria, higienização e apoio geral; dieta fora
No modo simplificado a RPA, a CME, os equipamentos, a logística e o overhead não têm linha própria: estão representados pelo rateio. Para abri-los, utilize o custeio hospitalar detalhado.
Resultado do custeio operacional
Acomodação
A internação é apresentada separadamente para permitir duas configurações de contratação.
Configuração do caso índice
Apartamento standard por até 1 diária. A versão em enfermaria utiliza o mesmo protocolo assistencial e altera apenas o componente de acomodação.
O que a acomodação inclui
Leito ou quarto, enfermagem de rotina, hotelaria, higienização, apoio geral da unidade e dieta prescrita. A dieta prescrita está incluída na diária de referência.
Contagem das diárias
Regra-base: 1ª diária = admissão até 24 h; a 2ª diária é aberta após 24 h da admissão. A regra pode ser substituída pela convenção contratual da operadora e do hospital.
Composição de preço do procedimento
Duas configurações de acomodação, com a mesma metodologia de impostos e margem.
Leitura
A diferença entre as configurações decorre apenas da acomodação. Impostos devem refletir a carga efetiva do hospital. Margem de 10% = margem sobre a receita do episódio.
Estes valores são a referência Evodux. O custo e o preço do hospital, com os seus próprios dados, estão em e em .
Precificação do procedimento
Do custo hospitalar total ao preço do procedimento, com tributos e margem do hospital. A margem é calculada sobre a receita, nunca somada ao custo.
Identificação do procedimento
Base técnica: TUSS 30602122, código unilateral; faturamento bilateral conforme regra contratual e tabela vigentes
Premissas de preço do hospital
Substitua pela carga efetiva do hospital
Sobre a receita
Custos financeiros, inadimplência
Preço do procedimento
Composição do preço
Preço por margem
Posicionamento do preço
Preço de tabela do hospital
Códigos TUSS dos itens
Fórmulas aplicadas
Custo do hospital × referência Evodux
Custo assistencial direto somado à estrutura hospitalar imputada ao episódio. Este é o valor que a receita do procedimento precisa cobrir antes de tributos e margem.
Estrutura do custo: referência Evodux × hospital
A referência Evodux v1.1 não possui linhas próprias de RPA, CME, equipamentos e overhead: esses custos estão representados de forma simplificada pelo rateio operacional de 5% sobre custo direto, sala cirúrgica e acomodação. Por isso, quando o hospital abre esses centros no modo detalhado, a comparação linha a linha deve ser lida junto com a linha de rateio.
Base dos Benchmarks Evodux
Base proprietária Evodux composta por episódios qualificados e comparáveis ao caso índice deste produto.
a informarinstituições hospitalares
a informarprocedimentos comparáveis
a informarmeses de observaçãoperíodo a informar
Critério de composição
Os episódios são submetidos a critérios de elegibilidade, padronização de escopo e consolidação por instituição antes da formação dos benchmarks.
Como o benchmark é construído
Metodologia de formação das referências de preço por perfil hospitalar.
Seleção de procedimentos comparáveis ao caso índice.
Padronização de escopo, OPME, permanência e componentes econômicos.
Consolidação dos episódios por instituição, evitando concentração por volume.
Classificação dos hospitais por estrutura, hotelaria, porte e acreditação.
Formação das referências P1, P2 e P3 dentro de cada perfil.
Benchmarks Evodux · P1 · P2 · P3
Referências de preço do procedimento por perfil hospitalar Evodux.
Base dos benchmarks
Referências de preço para mamoplastia redutora bilateral, sem OPME e com honorários médicos excluídos. P1, P2 e P3 variam por porte, hotelaria e acreditação. Valores, instituições, procedimentos comparáveis e período de observação a informar pela Evodux.
Posição da proposta e do custo do hospital
Critérios dos perfis P1, P2 e P3
A classificação hospitalar combina três dimensões estruturais; não é percentual aplicado ao custo.
Porte
Complexidade e escala relativa da estrutura hospitalar considerada no benchmark.
Hotelaria
Padrão de acomodação e serviços de hotelaria incorporados à experiência hospitalar.
Acreditação
Nível de acreditação e requisitos de estrutura/processos considerados na classificação.
Como aplicar
P1, P2 e P3 representam perfis hospitalares do mesmo procedimento. P1 corresponde ao perfil de menor estrutura relativa; P2 ao perfil intermediário e referência central; P3 ao perfil de maior estrutura relativa. A classificação resulta da combinação de porte, hotelaria e acreditação, mantendo a mesma configuração técnica do caso índice, sem OPME.
Não são percentis
P1, P2 e P3 não representam percentis estatísticos, quartis, multiplicadores ou percentuais sobre o custo do procedimento. São Benchmarks Evodux de preço por perfil hospitalar.
Conta hospitalar atual
Como o procedimento é faturado e recebido hoje em fee for service. Estes dados vêm do faturamento do hospital: envie a conta do procedimento ou informe as médias do período.
Enviar a conta atual do hospitalEnvie a conta do procedimento em PDF (ou XLSX/CSV). A conta é lida, classificada e cruzada com o protocolo e os custos Evodux. Nome, CPF e demais identificadores do paciente são descartados na leitura.
Ou informe as médias do faturamento
Médias do período analisado
Se em branco: faturado menos glosa
Se em branco: custo hospitalar total do produto; com custo pendente, o resultado atual fica indisponível. Zero informado é custo zero, não ausência.
Tratados como repasse
Composição média da conta faturada
Em branco: mesma premissa de tributos do pacote da operadora (ou 8,65% Evodux, se não informada)
Análise econômica da operação atual
Resultado do procedimento hoje, em conta aberta: quanto é faturado, quanto chega ao caixa, quanto custa e quanto sobra.
Pacote particular do procedimento
Orçamento da mamoplastia redutora para a paciente particular: três opções com acomodação, OPME, tempo de sala e diárias, proteção pelas contas reais, condições do pacote e de pagamento.
Como o orçamento é montado
Três opções para o paciente, que variam no que ele recebe: acomodação, configuração de OPME, tempo de sala e diárias incluídos. Todas usam os mesmos custos-base do hospital e as mesmas premissas de custo operacional, imposto e margem. A proteção contra intercorrências pode vir das contas reais do hospital. O orçamento sai com as condições do pacote, os preços dos adicionais e as condições de pagamento.
1. Custos-base do hospital
Grupo
Base de cálculo
Custo unitário (R$)
Origem
Taxa de sala
Custo-hora da sala cirúrgica
Diária · Apartamento standard
Custo da diária
Diária · Enfermaria
Custo da diária
Materiais e medicamentos
Protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento
OPME padrão
Configuração do caso índice
Exames e avaliação antes do procedimento
Hospital
Cirurgião plástico
Auxiliares
Anestesiologista
2. Proteção contra intercorrências
Reserva
3. Premissas de preço do hospital
4. Três opções para o paciente
5. Condições de pagamento
Em branco: à vista sem a taxa do cartão
6. Comparação com a conta aberta do hospital
7. Condições do pacote e adicionais
Não incluído no pacote
Preço dos adicionais
8. Orçamento para o paciente
9. Projeção
10. Referências de preço particular e de mercado
Fórmulas aplicadas
Análise de conta do procedimento
Transforme contas hospitalares reais da mamoplastia redutora em inteligência econômica: o que foi utilizado frente ao protocolo, quanto custou economicamente cada episódio e como ele se comportaria se fosse remunerado por uma proposta de pacote da operadora.
Proteção de dados. A análise é centrada no procedimento e no consumo de recursos. Colunas e linhas com nome, CPF, carteirinha, prontuário, data de nascimento e outros identificadores são descartadas na importação. Cada conta recebe um identificador técnico de episódio (EP-001, EP-002...). O descarte de identificadores vale para os dados estruturados extraídos. O arquivo original não é anonimizado: no modo local ele é lido neste navegador e não é armazenado; com a data room integrada, o original é enviado ao Data Room do hospital como está. Antes de usar contas reais, confirme com o responsável pelos dados a autorização, o acesso por cliente, a retenção e o descarte. Para homologação, use contas sintéticas sem dados pessoais.
Arraste contas em PDF, XLSX, XLS, CSV ou TXT
Uma conta por arquivo. Em XLSX ou CSV, uma coluna de episódio ou atendimento permite importar várias contas no mesmo arquivo.
Como a leitura funciona
XLSX e CSV: o cabeçalho é identificado automaticamente (descrição, quantidade, unidade, valor unitário, valor total, grupo). PDF: o texto é extraído no navegador e as linhas com descrição e valores são estruturadas; PDFs digitalizados como imagem não têm texto legível e devem ser enviados em XLSX ou CSV. Convenção numérica: vírgula decimal e ponto de milhar (1.234,56); também são aceitos 1,234.56 e 1234.56, que não têm ambiguidade. Valores ambíguos ou com agrupamento malformado (por exemplo 1,234,567 ou 12.34,56) não são convertidos: a linha entra como incerta, com o campo indicado, para revisão. Números nativos de planilha são preservados. Cada item é classificado nas categorias econômicas Evodux por dicionário técnico e comparado com os itens do protocolo. Nenhuma classificação é considerada definitiva antes da validação do usuário.
Pacote proposto pela operadora
Informe a proposta recebida. O produto calcula receita, resultado e margem do hospital, o preço de equilíbrio e o preço necessário para a margem-alvo.
Substitua pela carga efetiva do hospital
Obrigatório quando incluídos
Prazo, antecipação, inadimplência
Em branco: mensal × 12
Conta aberta × pacote
O mesmo procedimento em dois modelos de remuneração: o que o hospital recebe e ganha hoje em fee for service e o que passaria a receber e ganhar no pacote proposto.
Volume
Em branco: mensal × 12
Preço, margem e ponto de equilíbrio
O preço mínimo que cobre custo e encargos e o preço que entrega a margem desejada, calculados com a margem sobre a receita, nunca somando percentual ao custo.
Margem-alvo
Faixa de negociação
A régua mostra a posição econômica de cada valor. Ela não indica se a proposta deve ser aceita ou recusada: essa decisão é do hospital.
Cenários e sensibilidade
Altere premissas de consumo, custo, preço e volume e veja o efeito imediato sobre custo, resultado e margem. Os valores iniciais são os do cenário atual do hospital.
Sensibilidade do resultado por episódio a uma variação de 10% em cada direcionador
Risco econômico do pacote
No pacote, a variação de consumo deixa de gerar receita adicional e passa a afetar diretamente o resultado do hospital. Estes cenários mostram quanto a margem depende da utilização.
Variabilidade do custo por episódio
Informe a distribuição do custo por episódio apurada pelo hospital ou utilize as contas analisadas. Com dados individuais, a distribuição é calculada automaticamente.
Preparação para negociação
Preparação econômica do hospital para negociar o pacote: posição da proposta, argumentos baseados em custo, riscos e cláusulas que protegem o resultado.
Cláusulas a pactuar
Registre a situação de cada ponto na negociação. As regras abaixo são as da base técnica Evodux; onde a base não define regra, o ponto aparece como a pactuar.
Roteiro de implantação
Como levar o produto do diagnóstico à operação: fases, responsáveis e entregas mínimas.
01Diagnóstico
Confirmar que a população que o hospital pretende operar corresponde ao caso índice. Enviar contas históricas do procedimento e cruzar a utilização real com o protocolo Evodux.
02Custeio
Informar os custos de aquisição do hospital item a item e custear a estrutura: sala cirúrgica, RPA, internação e custos operacionais.
03Alinhamento clínico
Apresentar o protocolo às equipes assistenciais, identificar onde a prática atual diverge da referência e levar cada divergência à governança clínica.
04Aprovação de protocolo
Quando a prática do hospital for mantida e diferir da referência, aprovar a divergência, registrar a versão e ativar o protocolo institucional, que recalcula o custo.
05Precificação
Definir o preço do procedimento a partir do custo, dos tributos e da margem, e compará-lo com a conta atual, os benchmarks e eventuais propostas da operadora.
06Parametrização operacional
Atualizar kit do procedimento e OPME padrão, prescrição de referência, cadastro de itens com código TUSS e tabela de preços do hospital.
07Piloto
Acompanhar os primeiros episódios caso a caso: consumo, tempo de sala, RPA, permanência, exceções e resultado econômico, comparando previsto e realizado.
08Revisão periódica
Revisar custo, protocolo e indicadores no rito definido pela governança. Atualização de preço não altera o protocolo; alteração de protocolo exige revisão da precificação.
Papéis e responsabilidades
Área
Responsabilidade na implantação
Direção executiva
Patrocina a implantação, aprova a decisão econômica e as mudanças de protocolo com impacto financeiro relevante.
Direção técnica / clínica
Coordena a governança clínica e responde pela aprovação técnica do protocolo institucional.
Coordenação de cirurgia plástica
Valida a técnica do procedimento, a configuração de OPME e as justificativas de exceção e reclassificação.
Anestesiologia
Valida a técnica anestésica e os recursos anestésicos precificados.
Enfermagem do centro cirúrgico e da internação
Valida tempos, RPA, registro do peso das peças ressecadas, cuidados com a ferida operatória e rotinas de alta.
Farmácia e suprimentos
Parametriza kits, medicamentos, materiais e OPME; fornece custos de aquisição.
Controladoria e custos
Informa custos próprios, custeio por centro de custo e acompanha previsto × realizado.
Faturamento
Parametriza a tabela de preços e os códigos TUSS do procedimento e dos itens.
Qualidade e segurança do paciente
Acompanha os indicadores assistenciais e os eventos adversos relacionados ao procedimento.
Relacionamento com operadoras
Conduz a discussão comercial com a operadora a partir da análise econômica aprovada internamente.
Entregas mínimas da implantação
Marque cada entrega concluída. O registro fica salvo neste navegador e entra nos cenários salvos e na exportação de dados.
Regra de implantação
A alteração de valores econômicos não modifica automaticamente o caso índice, o protocolo, as quantidades, a configuração clínica ou as regras de elegibilidade. Mudanças clínicas, alterações relevantes de OPME e ampliação do escopo devem ser avaliadas separadamente e formalmente aprovadas.
Governança clínica
Como o hospital garante que o protocolo é seguido com segurança, que as exceções são decididas por quem tem responsabilidade clínica e que o resultado econômico não é obtido à custa da qualidade.
Princípio
A configuração do produto é uma referência técnico-econômica do caso índice. Ela não deve ser utilizada como protocolo médico obrigatório nem como justificativa para impedir uma alternativa clinicamente necessária. A decisão de técnica, tipo de pedículo, padrão de cicatriz e volume de ressecção permanece do cirurgião plástico; a técnica anestésica definitiva segue a avaliação individual e o protocolo institucional.
Separação de decisões
Decisão clínica é das áreas assistenciais. Controladoria, faturamento e relacionamento com operadoras apoiam com a leitura econômica, mas não decidem conduta. Indicadores não alteram remuneração automaticamente.
Comitê de governança clínica do protocolo
Composição
Direção técnica (coordenação), coordenação de cirurgia plástica, anestesiologia, enfermagem do centro cirúrgico e da internação, farmácia, qualidade e segurança do paciente. Controladoria participa como apoio econômico.
Atribuições
Validar a aderência do protocolo; analisar desvios; decidir exceções e reclassificações; aprovar mudanças de protocolo; acompanhar indicadores assistenciais; registrar decisões e responsáveis.
Rito
Reunião de implantação antes do primeiro caso. Acompanhamento mensal nos primeiros meses. Revisão econômico-assistencial trimestral ou conforme o volume. Revisão extraordinária diante de evento adverso relevante.
Registro
Toda decisão gera registro com data, episódio ou tema, decisão, justificativa e responsável. Decisões que alteram o protocolo seguem o fluxo de aprovação de protocolo divergente.
O que a governança clínica acompanha
Tema
O que observar
Onde no produto
Aderência ao caso índice
Episódios custeados como mamoplastia redutora que não correspondem ao caso índice.
Aderência ao protocolo
Utilização real de medicamentos, materiais e OPME frente à referência.
Tempos e permanência
Tempo de sala acima de 4 h, recuperação acima de 2 h e permanência acima de 1 diária.
OPME
Drenos, implantes, matriz dérmica, telas, hemostáticos ou selantes, que não fazem parte do caso índice, com justificativa.
Qualidade e segurança
Hematoma com reabordagem, infecção do sítio cirúrgico, deiscência, necrose do complexo areolopapilar, tromboembolismo venoso, transferência não programada para UTI e readmissão relacionadas ao procedimento.
Registro de decisões da governança clínica
Aprovação de protocolo divergente
O que fazer quando a prática atual do hospital difere do protocolo de referência Evodux.
Quando se aplica
Sempre que a prática atual do hospital divergir da referência em técnica, recurso, quantidade, OPME, tempo de sala, RPA ou permanência, e o hospital pretender manter essa prática no procedimento que será custeado.
Primeiro, classificar a divergência
Equivalência
Recurso diferente com a mesma função e categoria técnica, sem aumento de custo relevante (por exemplo, marca equivalente de OPME). Registra-se a equivalência; não há novo protocolo.
Protocolo institucional
Diferença de técnica ou recurso com justificativa clínica institucional. Exige protocolo institucional aprovado, versionado e com o custo recalculado.
Fora do caso índice
A divergência muda a população ou a jornada (gigantomastia com enxerto livre do complexo areolopapilar, redução unilateral para simetrização, mamoplastia após grande perda de peso, procedimento associado, UTI programada). Não é mudança de protocolo: o episódio exige o custo de outro procedimento.
Fluxo de aprovação
Identificação. A divergência é identificada pela equipe assistencial, pela análise de contas ou pela controladoria e registrada como solicitação.
Dossiê técnico. Descrição da prática atual e da referência Evodux, justificativa clínica, referências bibliográficas, itens e quantidades afetados e impacto esperado em segurança.
Avaliação econômica. Diferença de custo por episódio calculada no produto, com efeito sobre custo hospitalar total, preço do procedimento e margem.
Parecer da governança clínica. O comitê avalia o dossiê e emite parecer técnico.
Aprovação formal. Direção técnica aprova o protocolo; direção executiva aprova quando houver impacto econômico relevante.
Versionamento. O protocolo institucional é registrado como versão customizada vinculada à v1.4, com data, alterações realizadas e responsável.
Parametrização e comunicação. Atualizar kit, prescrição de referência, cadastro e faturamento; comunicar à operadora quando a mudança afetar preço ou contrato vigente.
Monitoramento. Acompanhar os episódios seguintes no previsto × realizado e nos indicadores assistenciais.
Regras da base técnica
Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação. Atualização de preços não altera automaticamente o protocolo. Inclusão de recurso adicional exige definição prévia de técnica, medicamentos, materiais, quantidades e custos antes da implantação. Mudanças entre modalidades já previstas não abrem exceção automática.
Solicitações de mudança de protocolo
Registre cada divergência. O impacto econômico é calculado sobre o custo hospitalar total desta análise e, se houver proposta da operadora, sobre o resultado no pacote.
Protocolo institucional
A versão do protocolo adotada pelo hospital, vinculada à referência Evodux Base técnica Evodux de mamoplastia redutora v1.4. A referência não é alterada: o protocolo institucional é uma camada do hospital sobre ela.
Identificação da versão
Alterações em relação à referência Evodux
Onde editar
Regra de uso
Toda alteração de protocolo deve passar pela aprovação de protocolo divergente e pela governança clínica antes de ser ativada. Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação; atualização de preços não altera o protocolo. A análise de contas continua comparando a utilização real com a referência Evodux.
Indicadores
Indicadores assistenciais e econômicos para acompanhar se o resultado econômico do procedimento se sustenta sem comprometer a qualidade.
Eventos assistenciais do período
Janelas de acompanhamento, vínculo com o procedimento e critérios de exclusão devem ser definidos antes da apuração. Com volume pequeno, leia contagens absolutas junto das taxas.
Previsto × realizado
Depois da contratação, registre o realizado por período e compare com o que foi previsto na negociação.
Dashboards
Visão executiva da economia do procedimento. Painéis sem dados indicam o que precisa ser informado.
Metodologia de precificação Evodux
Do protocolo ao custo e ao preço do procedimento e ao resultado econômico do hospital, com rastreabilidade técnica e econômica.
Definição do caso índice e das premissas clínicas de modelagem.
Descrição dos protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento.
Vinculação das referências bibliográficas às premissas de cada protocolo.
Precificação item a item dos recursos diretamente consumidos.
Consolidação do custo do procedimento.
Incorporação dos custos operacionais e da acomodação.
Composição de preço do procedimento com impostos e margem hospitalar.
Comparação do preço final com os Benchmarks Evodux.
Governança clínica e roteiro de implantação no hospital.
Base Evodux e regra de customização
Base Evodux: clientes, projetos, protocolos, pacotes e contratos na data-base indicada. Na customização, o hospital pode substituir preços, custos, acomodação, impostos e margem, preservando escopo, quantidades e fórmulas do produto.
A atualização econômica pode ocorrer sem alterar o protocolo quando muda apenas preço unitário. Alterações recorrentes de recurso, população, OPME ou risco exigem revisão da configuração e de suas referências. Essa separação preserva a rastreabilidade e impede que uma condição comercial local se torne, por engano, uma nova premissa clínica do produto.
Camada econômica do hospital
Caso índice e premissas clínicas de modelagem (base Base técnica Evodux de mamoplastia redutora v1.4).
Protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento, com referências bibliográficas vinculadas.
Precificação item a item dos recursos diretamente consumidos: custo assistencial direto.
Imputação da estrutura hospitalar: sala cirúrgica, RPA, internação, CME, equipamentos, farmácia e logística, overhead e outros centros.
Custo hospitalar total do episódio.
Conta atual em fee for service: faturamento, glosas, receita líquida, tributos, resultado e margem.
Proposta de pacote: receita, resultado, margem, preço de equilíbrio e preço para margem-alvo.
Contexto de mercado pelos Benchmarks Evodux P1, P2 e P3.
Cenários, variabilidade, risco e volume.
Governança, negociação e acompanhamento previsto × realizado.
Fórmulas
Grandeza
Fórmula
Receita líquida
Faturamento − glosas e ajustes
Resultado
Receita líquida − tributos e percentuais incidentes − custo hospitalar total − repasses
Tempo utilizado × custo por minuto produtivo; custo por minuto = custo mensal ÷ (horas produtivas × 60)
RPA no procedimento
Tempo de RPA × custo-hora RPA
Internação
Permanência × custo paciente-dia
Equipamento
[(Valor de aquisição ÷ vida útil) + manutenção anual] ÷ horas de uso anuais × tempo no procedimento
Referência Evodux simplificada
5% × (custo direto + sala cirúrgica + acomodação)
Conferência: com os valores da base (custo hospitalar R$ 3.910,44, tributos 8,65% e margem 10% sobre a receita) a fórmula de preço para margem-alvo reproduz o preço de referência Evodux de R$ 4.806,93 em apartamento standard.
Proteção de dados
O produto não requer dados de pacientes. Identificadores presentes em arquivos importados são descartados na leitura; o episódio é identificado por código técnico. Os dados informados ficam armazenados no navegador do usuário e só são transferidos quando exportados por ele. Recomenda-se que as contas sejam extraídas do sistema hospitalar já sem identificação do paciente.
Disclaimer e limitações
Premissas, limitações e condições de uso.
Natureza do produto
Referência técnico-econômica do custo do procedimento cirúrgico hospitalar; não constitui indicação de procedimento, prescrição ou protocolo médico obrigatório.
Responsabilidade assistencial
Técnica anestésica, profilaxia antibiótica, prevenção de tromboembolismo, tipo de pedículo, padrão de cicatriz e demais condutas devem seguir protocolo institucional e julgamento profissional.
Premissas de consumo
As quantidades são premissas econômicas do caso índice e não constituem prescrição individual.
Base Evodux
Custos e Benchmarks apresentados decorrem da metodologia e da base Evodux na data-base indicada e podem variar por região, porte, contratos, produtividade, tecnologia e tributação.
Customização econômica
O hospital pode substituir preços de medicamentos, materiais, OPME, serviços, acomodação, custos operacionais, impostos e margem pelas suas referências próprias. A substituição deve preservar a rastreabilidade da unidade, quantidade, escopo e fórmula de cálculo.
Custos operacionais
Podem ser substituídos pelos custos efetivamente apurados pelo prestador, preservando os direcionadores e sem duplicidade com itens já incorporados ao custo.
Benchmarks Evodux
P1, P2 e P3 são referências de preço por perfil hospitalar Evodux e não garantem preço, saving, remuneração ou resultado financeiro.
Honorários médicos
Cirurgião plástico, auxiliares e anestesiologista permanecem excluídos do preço hospitalar.
Decisão do hospital
O produto fornece informação para decisão. Não recomenda aceitar ou recusar propostas. A análise de contas não conclui sobre adequação assistencial: diferença de utilização é um dado econômico, não um julgamento clínico.
Índice de referências
Mapa rápido das fontes utilizadas no produto e referências completas.
Código
Escopo
Referências
A1-A6
Protocolo anestésico
ASA monitorização básica · ASA jejum pré-operatório 2023 · Quarto consenso de náusea e vômito pós-operatórios 2020 · Diretriz de profilaxia antimicrobiana em cirurgia 2013 · Quinto consenso de náusea e vômito pós-operatórios 2026 · ASA monitorização e reversão do bloqueio neuromuscular 2023
C1-C9
Protocolo do procedimento
ASPS, diretriz de mamoplastia redutora 2022 · Wrye 2003, ensaio sobre dreno · Khan 2015, revisão Cochrane de drenos · Ahmadi 2005, antibiótico profilático · Seretis 2023, metanálise em rede de antibiótico · Darouiche 2010, clorexidina alcoólica · Cunningham 2005, complicações (BRAVO) · Ausen 2015, ácido tranexâmico tópico · Veiga 2025, ensaio de duração da profilaxia antibiótica
As referências completas aparecem no encerramento de cada bloco clínico. Cada fonte está associada às premissas específicas que sustenta. Este índice serve para navegação executiva e não substitui as citações detalhadas.
Controle de versão
Versão 1.4 · data-base out/2026 · próxima atualização: abril de 2027. As versões 1.1 a 1.4 corrigem a versão 1.0 (gravação, conta manual, envio de arquivos, cálculos, validade dos resultados com custo pendente, identificação e fontes) sem alterar os 56 preços da base Evodux. A versão 1.4 atualiza a referência de sala cirúrgica para R$ 249,50/h e preserva a referência de origem dos dados de versões anteriores até a confirmação do usuário. Versões customizadas devem registrar cliente, data e alterações realizadas, vinculadas à versão 1.4. Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação. Atualização de preços não altera automaticamente o protocolo.
Protocolo anestésico
A1
American Society of Anesthesiologists, Committee on Practice Parameters. Standards for Basic Anesthetic Monitoring. Aprovada em 21/10/1986; última emenda em 15/10/2025. Norma de sociedade, sem PMID.
Aplicação: Tipo: norma de sociedade (última emenda em 15/10/2025, conferida). Exige a presença de profissional de anestesia durante todo o ato e a avaliação de oxigenação, ventilação, circulação e temperatura, cada domínio com método e periodicidade próprios (por exemplo, pressão arterial e frequência cardíaca ao menos a cada 5 minutos; temperatura quando houver alteração clinicamente significativa pretendida, prevista ou suspeita). Monitorização mais intensa adotada pelo hospital é escolha institucional. Não define materiais nem quantidades. www.asahq.org/standards-and-practice-parameters/standards-for-basic-anesthetic-monitoring
A2
Joshi GP, Abdelmalak BB, Weigel WA, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting: Carbohydrate-containing Clear Liquids with or without Protein, Chewing Gum, and Pediatric Fasting Duration. A Modular Update of the 2017 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting. Anesthesiology. 2023;138(2):132-151. doi:10.1097/ALN.0000000000004381. PMID: 36629465.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASA), atualização modular. Sustenta líquidos claros com carboidrato até 2 horas antes de procedimento eletivo em adultos saudáveis; mantém as demais recomendações de 2017. Não traz o intervalo para sólidos. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36629465/
A3
Gan TJ, Belani KG, Bergese S, et al. Fourth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting. Anesth Analg. 2020;131(2):411-448. doi:10.1213/ANE.0000000000004833. PMID: 32467512. Errata: Anesth Analg. 2020;131(5):e241 (PMID: 33094991).
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas (quarta edição). Guidelines 3 e 5: duas intervenções para adultos sob risco; após falha da profilaxia, resgate com classe diferente, com exceção temporal condicionada após 6 h. Errata publicada (Anesth Analg. 2020;131(5):e241), de conteúdo não acessado. Atualizado pelo quinto consenso [A5]. Não define a droga de resgate do hospital. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32467512/
A4
Bratzler DW, Dellinger EP, Olsen KM, et al. Clinical practice guidelines for antimicrobial prophylaxis in surgery. Am J Health Syst Pharm. 2013;70(3):195-283. doi:10.2146/ajhp120568. PMID: 23327981.
Aplicação: Tipo: diretriz conjunta (ASHP, IDSA, SIS e SHEA). Tabela 1: cefazolina 2 g no adulto (3 g a partir de 120 kg) e redose em 4 horas, contadas desde a dose pré-operatória, e redose também em perda sanguínea excessiva. Tabela 2: dose única geralmente suficiente; em cirurgia plástica limpa com fatores de risco, cefazolina. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23327981/
A5
Gan TJ, Jin Z, et al. Fifth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting: Executive Summary. Anesth Analg. 2026;143(3):497-513. Publicado online em 14/11/2025. doi:10.1213/ANE.0000000000007816. PMID: 41237407.
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas (quinta edição), atualização de [A3]. Conferido no relatório suplementar público do editor (Appendix 1: Full Report, versão pública de 74 páginas): seção Combination therapy (p. 29) e Guideline 4 (p. 33). Profilaxia multimodal em adultos; resgate com agente ou classe diferente da profilaxia prévia; repetir a mesma classe não traz benefício, com exceção temporal condicionada após 6 h quando não houver alternativa. Não define droga, dose nem quantidade do caso índice. doi.org/10.1213/ANE.0000000000007816 · Relatório suplementar do editor (PDF público de 74 páginas): Combination therapy, p. 29; Guideline 4, p. 33
A6
Thilen SR, Weigel WA, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Monitoring and Antagonism of Neuromuscular Blockade: A Report by the ASA Task Force on Neuromuscular Blockade. Anesthesiology. 2023;138(1):13-41. doi:10.1097/ALN.0000000000004379.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASA). Recomendações conferidas no texto original (Recomendações: página impressa 14, página 2 do arquivo PDF de 29 páginas, conforme a versão vinculada) e no resumo dos autores publicado no APSF Newsletter (junho de 2023; recomendações 2, 3, 6 e 7; é um resumo e não substitui o original): monitorização quantitativa em vez de avaliação qualitativa; razão TOF de pelo menos 0,9 antes da extubação; antagonismo conforme a profundidade do bloqueio, com sugamadex nos bloqueios profundo, moderado e superficial e neostigmina como alternativa no bloqueio mínimo. Diretriz não substitui a política institucional. Diverge da reversão com neostigmina da configuração-base: decisão do responsável técnico, sem alteração automática da composição farmacológica. doi.org/10.1097/ALN.0000000000004379 · Texto original da diretriz (PDF de 29 páginas): Recomendações na página impressa 14, página 2 do arquivo · Resumo dos autores no APSF Newsletter, junho de 2023 (resumo, não substitui o original): recomendações 2, 3, 6 e 7
Protocolo do procedimento
C1
Perdikis G, Dillingham C, Boukovalas S, et al. American Society of Plastic Surgeons Evidence-Based Clinical Practice Guideline Revision: Reduction Mammaplasty. Plast Reconstr Surg. 2022;149(3):392e-409e. doi:10.1097/PRS.0000000000008860. PMID: 35006204.
Aplicação: Tipo: diretriz de sociedade (ASPS, GRADE), versão vigente que substitui a de 2011. Tabela 2 e recomendações 1 a 10 da diretriz: não usar dreno de rotina (moderada); enviar a peça para exame anatomopatológico (moderada); pedículo superomedial ou inferior aceitáveis (opção); infiltração de anestésico local (forte) e de solução com epinefrina (moderada); estratégias analgésicas não opioides; sem antibiótico oral pós-operatório de rotina quando seguida a profilaxia (fraca). Não trata de tromboembolismo, náusea, jejum, técnica anestésica nem tempo de internação. A página da ASPS lista a diretriz como reafirmada em 2026. Os estudos e suplementos citados pela diretriz não foram revistos individualmente. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35006204/
C2
Wrye SW, Banducci DR, Mackay D, Graham WP, Hall WW. Routine drainage is not required in reduction mammaplasty. Plast Reconstr Surg. 2003;111(1):113-117. doi:10.1097/01.PRS.0000037867.10862.80. PMID: 12496571.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado intrapaciente (dreno em uma mama, sem dreno na outra), 49 pacientes, pedículo inferior. Sem diferença significativa de complicações entre a mama com dreno e a mama sem dreno nessa população: ausência de aumento demonstrado, não garantia de segurança. Não testou o pedículo superomedial e não sustenta extrapolação para gigantomastia. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12496571/
C3
Khan SM, Smeulders MJC, van der Horst CMAM. Wound drainage after plastic and reconstructive surgery of the breast. Cochrane Database Syst Rev. 2015;(10):CD007258. doi:10.1002/14651858.CD007258.pub3. PMID: 26487173.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática Cochrane de ensaios randomizados. Evidência limitada sem benefício do dreno na mamoplastia redutora; internação pode ser mais curta sem dreno. A revisão não mediu custos: a economia do modelo não é economia medida pela revisão. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26487173/
C4
Ahmadi AH, Cohen BE, Shayani P. A prospective study of antibiotic efficacy in preventing infection in reduction mammaplasty. Plast Reconstr Surg. 2005;116(1):126-131. doi:10.1097/01.PRS.0000169719.10060.32. PMID: 15988258.
Aplicação: Tipo: estudo prospectivo comparativo em três braços com alocação sequencial (50 participantes), não randomizado. Cefalosporina profilática sem diferença na taxa de infecção; a dose única pré-operatória reduziu atraso de cicatrização. Não informa dose nem droga específica no resumo. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15988258/
C5
Seretis K, Bounas N, Papaspyrou F. Antibiotic Prophylaxis in Reduction Mammaplasty: A Network Meta-Analysis. Aesthetic Plast Surg. 2023;47(3):1009-1017. doi:10.1007/s00266-023-03313-2. PMID: 36928312.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com metanálise em rede. A profilaxia reduz infecção de sítio cirúrgico; sugere vantagem de esquema prolongado, o que diverge da dose única do caso índice e da recomendação da ASPS [C1]. Comparações indiretas da metanálise em rede têm limites; ver o ensaio randomizado de 2025 [C9]. Diverge da configuração-base: decisão do responsável técnico. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36928312/
C6
Darouiche RO, Wall MJ Jr, Itani KMF, et al. Chlorhexidine-alcohol versus povidone-iodine for surgical-site antisepsis. N Engl J Med. 2010;362(1):18-26. doi:10.1056/NEJMoa0810988. PMID: 20054046.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado multicêntrico em cirurgia potencialmente contaminada. Clorexidina alcoólica superior à iodopovidona na prevenção de infecção do sítio cirúrgico. Aplicação indireta à cirurgia limpa. Métodos (texto integral): clorexidina 2% em álcool isopropílico 70% versus iodopovidona aquosa 10%. Não equivale ao par clorexidina degermante 2% e clorexidina alcoólica 0,5% do caso índice; o kit do hospital deve ser justificado pelo controle de infecção. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20054046/
C7
Cunningham BL, Gear AJL, Kerrigan CL, Collins ED. Analysis of breast reduction complications derived from the BRAVO study. Plast Reconstr Surg. 2005;115(6):1597-1604. doi:10.1097/01.PRS.0000160695.33457.DB. PMID: 15861063.
Aplicação: Tipo: coorte prospectiva multicêntrica (179 pacientes, seguimento de 9 meses). Com definição ampla de complicações (43%, predominando atraso de cicatrização), o peso ressecado se associou ao risco na regressão desta coorte. Não é taxa esperada do caso índice nem probabilidade econômica. Não informa taxas de reoperação ou readmissão no resumo. Errata registrada: Plast Reconstr Surg. 2005;116(1):361; conteúdo não acessado. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15861063/
C8
Ausen K, Fossmark R, Spigset O, Pleym H. Randomized clinical trial of topical tranexamic acid after reduction mammoplasty. Br J Surg. 2015;102(11):1348-1353. doi:10.1002/bjs.9878. PMID: 26349843.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado duplo-cego intrapaciente. Ácido tranexâmico tópico reduziu o débito do dreno. Usou dreno e desfecho substituto: isoladamente não fundamenta inclusão rotineira neste cenário sem dreno, o que não equivale a proibição. Citado para registrar a exclusão. A exclusão do ácido tranexâmico é premissa econômica: não prova ineficácia nem contraindicação e não valida a via venosa. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26349843/
C9
Veiga DF, Garcia ES, et al. Single-Dose versus 24-Hour Antibiotic Prophylaxis in Reduction Mammaplasty: A Randomized Controlled Trial. Plast Reconstr Surg. 2025;156(6):835-842. doi:10.1097/PRS.0000000000012263. PMID: 40857697.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado de não inferioridade com cefazolina, 146 pacientes (73 por grupo); resumo conferido. Infecção de sítio cirúrgico em 4 pacientes de cada grupo; estender a profilaxia por 24 h não reduziu significativamente infecção nem deiscência. Trata da duração da profilaxia, não da dose de 2 g do caso índice; ausência de diferença significativa não prova equivalência em todos os cenários. Atualiza a discussão de [C4] e [C5] para decisão de uso de antimicrobianos com o controle de infecção. Revisão sistemática de 2026 (Mokhtar et al., Aesthet Surg J, doi:10.1093/asj/sjag067) localizada e não adotada como fonte primária. doi.org/10.1097/PRS.0000000000012263
Protocolo pós-procedimento
P1
Temple-Oberle C, Shea-Budgell MA, Tan M, et al. Consensus Review of Optimal Perioperative Care in Breast Reconstruction: Enhanced Recovery after Surgery (ERAS) Society Recommendations. Plast Reconstr Surg. 2017;139(5):1056e-1071e. doi:10.1097/PRS.0000000000003242. PMID: 28445352.
Aplicação: Tipo: consenso da ERAS Society. Aplicação indireta (reconstrução mamária). Tabela 1 conferida: jejum com líquidos claros até 2 h (item 4); avaliação de risco de tromboembolismo com métodos mecânicos (item 6, sem nomear o dispositivo); clorexidina e antibiótico intravenoso até 1 h antes da incisão (item 7); profilaxia medicamentosa de náusea e vômito (item 8); analgesia multimodal poupadora de opioide (itens 9 e 13); anestesia venosa total (item 10), que diverge do sevoflurano do caso índice; prevenção de hipotermia (item 11); fluidoterapia com cristaloide balanceado (item 12, apoio indireto ao tipo de solução; o volume é premissa); alimentação em 24 h (item 14); mobilização em 24 h (item 17). Não define critérios de alta. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28445352/
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Murphy RX Jr, Alderman A, Gutowski K, et al. Evidence-based practices for thromboembolism prevention: summary of the ASPS Venous Thromboembolism Task Force Report. Plast Reconstr Surg. 2012;130(1):168e-175e. doi:10.1097/PRS.0b013e318254b4ee. PMID: 22743901.
Aplicação: Tipo: relatório de força-tarefa de sociedade (ASPS). Sustenta a estratificação individual do risco pelo escore de Caprini e a profilaxia química conforme o escore. Não cita a mamoplastia redutora e não recomenda especificamente meia ou compressão pneumática intraoperatória. Relatório original da força-tarefa (julho de 2011), Figura 1 (modelo de Caprini 2005) e Tabela 3: www.plasticsurgery.org/documents/medical-professionals/health-policy/asps_vte_report.pdf; o resumo publicado em 2012 não foi lido em texto integral. Atualizado para pacientes internados por [P4]. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22743901/
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Calotta NA, Merola D, Slezak SS, Coon D. Outpatient Reduction Mammaplasty Offers Significantly Lower Costs with Comparable Outcomes: A Propensity Score-Matched Analysis of 18,780 Cases. Plast Reconstr Surg. 2020;145(3):499e-506e. doi:10.1097/PRS.0000000000006545. PMID: 32097298.
Aplicação: Tipo: coorte retrospectiva com pareamento por escore de propensão. Observação de 23 h sem redução de retorno ao pronto-socorro ou readmissão frente à alta no mesmo dia: achado observacional, sem redução detectada de retorno ou readmissão em 14 dias. Não é ensaio de critério de alta nem de ausência de UTI e não justifica diária obrigatória. Não define critérios de alta; custos dos EUA não se transferem. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32097298/
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American Society of Plastic Surgeons. Preventing Venous Thromboembolism in Hospitalized Plastic Surgery Patients. Referência de prática emitida em 15/12/2023.
Aplicação: Tipo: referência de prática de sociedade (a própria fonte declara não ser padrão de cuidado); texto integral conferido. Página 1: avaliação individual de risco, como o Caprini 2005, em todos os procedimentos com internação, e dispositivos de compressão sequencial em todos os pacientes sob anestesia geral com intubação. Ressalva da fonte: faltam dados equivalentes para cirurgia estética e ambulatorial de menor risco, e as orientações devem ser aplicadas com cautela. O caso índice prevê internação e intubação e precifica apenas a meia: compressão pneumática intermitente fica como recurso condicional não custeado, a decidir pelo hospital. Não implica prescrever anticoagulante. www.plasticsurgery.org/documents/Health-Policy/Resources/2023-vte-prevention-hospitalized-patients.pdf
Cenários salvos
Guarde versões da análise para comparar, duplicar, editar e restaurar: referência Evodux, cenário hospital, conta atual, negociação, contraproposta, contratado, previsto e realizado.
Rastreabilidade
Cada indicador com o dado de origem, a fonte, a premissa, a fórmula e o resultado. Nenhum dado ausente é tratado como zero sem aviso.
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